Podcast de Eletroterapia?
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Primeiramente, o que são podcasts?
Os Podcasts foram criados no ano 2000 e são como um programa de rádio, com a vantagem de poder ser ouvido no momento em que o ouvinte quiser. O formato tem uma alta potência de comunicação e pode levar informação, educação, entretenimento e mais.
Porque escolhermos a ferramenta podcast?
Estamos visando o uso deles como uma ferramenta educacional para compartilhar conteúdo.
Na nossa série de podcasts sobre Eletroterapia exploramos temáticas relevantes e que despertam a curiosidade dos ouvintes. Nosso objetivo com a criação deste podcast é divulgar a Eletroterapia entre colegas, professores, alunos e pacientes que frequentam a Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais.
O que fizemos:
Os alunos e as alunas da turma 89 do Curso de Graduação em Fisioterapia da UFMG, no 2o semestre de 2023, organizaram perguntas para convidados que foram escolhidos por sua expertise no uso da Eletroterapia. A partir dessas perguntas gravamos as entrevistas e no dia 18 de outubro, mês do profissional de Fisioterapia, fizemos o lançamento oficial do nosso Podcast na Escola de Educação Fisica, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, com a participação de todos da turma 89 e com o apoio financeiro da nossa parceira, a Empresa Visuri https://www.visuri.com.br/.
A seguir apresentamos um breve resumo dos episódios, elaborado pelo discente Pedro Henrique de Senna Reis, e o link para você ouvi-los. É só clicar em cima e você será direcionado(a).
Esperamos que goste!
EPISÓDIO 1 - Eletroterapia em oncologia
O primeiro episódio da série de podcasts traz um informativo completo sobre o uso da eletroterapia na oncologia, com a convidada e especialista em fisioterapia na saúde da mulher Mariana Maia, professora do departamento de Fisioterapia da UFMG. É citado pela convidada que a eletroterapia é um dispositivo de auxílio no tratamento que serve como escape de sintomas que outras áreas, como a cinesioterapia, não é capaz de alcançar, além de servir como tratamento para possíveis efeitos colaterais causados por vias medicamentosas advindas da quimioterapia, imunoterapia, dentre outras, minimizando alguns desconfortos. Falando sobre uma de suas pesquisas, a professora cita o uso da eletroterapia no pós operatório de câncer de mama, onde a fotobiomodulação pode ser empregada na cicatrização para evitar algum tipo de inflamação ou necrose, além de contribuir na aceleração do processo de cicatrização. Em alguns casos específicos de radioterapia intra-vaginal, em que esse processo pode evoluir para cenários de diminuição do canal vaginal (estenose), a eletroterapia funciona como estimulante do metabolismo e da micro vascularização local. Além disso, esclarece que o uso de recursos que podem favorecer a micro angiogênese, como o laser, ou recursos que podem favorecer o retorno venoso, como correntes polarizadas ou terapias com ondas de choque, é possível a prevenção de alguns quadros específicos, como linfedema. Em homens que desenvolvem o câncer de próstata, o uso da eletroterapia na recuperação da musculatura do assoalho pélvico já vem sendo estudada como possível aplicação, tanto local quanto na estimulação nervosa específica.
EPISÓDIO 2 - Eletroterapia em pacientes críticos
O segundo episódio da série traz discussões sobre o uso da eletroterapia em pacientes críticos, com o convidado Dr. Paulo Eugênio, fisioterapeuta graduado pela Universidade Católica de Salvador, e grande pesquisador na área da eletroterapia, inserida justamente no contexto da terapia intensiva. O convidado cita que existem algumas barreiras que impossibilitam alguns profissionais da fisioterapia de acreditar na aplicabilidade desse tipo de recurso dentro das unidades de terapia intensiva, sejam essas a falta de conhecimento, a inexperiência e a inadequação de aplicação. Além disso, traz ele menciona os ensaios clínicos que categorizam a eletroterapia como um recurso totalmente usual nesse tipo de cenário, com a existência de diversos tipos de aparelhos, a possibilidade de diversas aplicações, os parâmetros do equipamento bem definidos, a fim de elencar a importância da eletroestimulação para pacientes críticos em diversos âmbitos, como por exemplo a recuperação de força muscular, a prevenção de úlceras de contato, além da revitalização de outras funções do corpo, com a pulmonar. Para pontuar suas falas, o profissional ressalta a importância do conhecimento teórico e prático dos equipamentos, das correntes, das funções, da programação de diferentes parâmetros, pontos trabalhados dentro da disciplina de eletrotermofototerapia, para que esse cenário de aplicabilidade seja cada vez mais utilizado e desenvolvido no campo da ciência e no campo prático.
EPISÓDIO 3 - Só o Fisioterapeuta pode aplicar Eletroterapia?
No terceiro episódio, o convidado Dr. Anderson Coelho, atual presidente do Crefito 4 MG, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4° região, esclarece dúvidas sobre as possibilidades de aplicação e uso da eletroterapia dentro da fisioterapia, e também amplia o conhecimento ao citar outras profissões que, de forma regular e legal, podem utilizar os recursos da eletroestimulação, como o principal exemplo a odontologia. Durante as respostas às perguntas, cita diversas resoluções e leis de diversos anos e diversos momentos da profissão fisioterapia, que regulamentam e legalizam a aplicação da eletroterapia em diferentes especialidades da Fisioterapia e suas diferentes consequências, com grande importância na citação da Prática Baseada em Evidência (PBE) no percurso da aplicabilidade do recurso. Na finalização, após uma pergunta da monitora, cita as mudanças que o uso da eletroterapia trouxe na sua área de atuação, a Fisioterapia Esportiva, e a repercussão positiva em vários esportes, em diferentes níveis de atletas e suas diferentes necessidades, sejam elas a prevenção ou no tratamento de algum caso clínico.
EPISÓDIO 4 - Eletrodiagnóstico
No quarto episódio, o convidado e idealizador do blog "Do Universo à Eletrotermofototerapia", Dr.Jefferson Oliveira chega para falar sobre a importância do Eletrodiagnóstico pelos profissionais de Fisioterapia na prescrição e decisão do uso da eletroterapia em determinados tratamentos em casos específicos dentro da Fisioterapia. O convidado ressalta que, em seu ponto de vista, o eletrodiagnóstico, deve ser preferencialmente realizado no primeiro momento de avaliação do paciente, para nortear a prescrição da eletroterapia. Cita uma situação em específica, em UTIs em que o uso do testes de eletrodiagnóstico funciona como alternativa não invasiva. O teste em pacientes criticos pode ser realizado de forma rápida e precisa com a grande vantagem de não necessitar da colaboração direta do paciente, podendo ser realizado com ele em sedação. Para finalizar, cita a importância da padronização da realização dos testes do eletrodiagnóstico, com a determinação dos parâmetros da estimulação, a localização dos pontos motores musculares, entre outras especificidades. Como curiosidade, ele cita os avanços tecnológicos e o desenvolvimento promovido na eletroterapia com equipamentos e diferentes ferramentas, com uma importante associação como a área da saúde de uma forma geral com outras profissões, principalmente a engenharia, que contribui diretamente para o desenvolvimento dessas ferramentas aprimoram a eletroterapia.
EPISÓDIO 5 - Eletroterapia: todo movimento de evolução enfrenta resistência
O convidado, fisioterapeuta militar efetivo da Marinha do Brasil, Dr. Thiago Rebello, no quinto episódio da série de podcasts - Eletroterapia: "Todo movimento de evolução enfrenta resistência", nos estimula a revisitar o uso da eletroterapia como ferramenta terapêutica do Fisioterapeuta. O convidado cita três pontos que favorecem a resistência ao uso desse recurso, sendo o primeiro deles a qualidade dos aparelhos disponíveis no mercado, em que muitos sao produtos de baixa qualidade, a falta de conhecimentos dos profissionais sobre o uso correto das correntes e sua prescriçao e a falta de senso crítico dos profissionais para a leitura de estudos publicados. Dr Thiago reforça a importância da qualificação dos docentes de disciplinas relacionadas à Eletrotermofototerapia para a boa formação dos profissionais. Além disso, ele nos fala da importância do uso das redes sociais e da tecnologia em geral para a difusão da eletroterapia, sua aplicação e seus pontos positivos, com o estimulo a novas formas de desenvolvimento do raciocínio clínico, com suporte das evidências científicas. E nos fala de seu trabalho incansável nas redes sociais e cursos para mudar a perspectiva dos profissionais acerca da Eletroterapia.
EPISÓDIO 6 - Avanço dos equipamentos de Fisioterapia nos últimos anos
O convidado Prof. Henrique Resende, grande profissional da área de Engenharia Elétrica, neste 6° episódio "Avanços dos equipamentos de Fisioterapia nos últimos anos", nos apresenta a evolução dos equipamentos de Eletroterapia e nos fala do impacto positivo que esse cenário trouxe para a prática clínica do Fisioterapeuta. Durante a conversa, o convidado nos fala da tecnologia nos diversos campos da Fisioterapia. Enquanto profissional da Engenharia Elétrica, busca dar ênfase a riqueza que o trabalho em conjunto de duas áreas de atuação completamente distintas foi capaz de agregar à eletroterapia e dos estudos científicos realizados para melhorar a aplicação e o conhecimento deste recursp. Para finalizar o bate papo, o convidado e a professora Lígia debatem sobre a inserção da IA (Inteligência Artificial) como mais uma ferramenta da tecnologia aliada ao desenvolvimento dos equipamentos, e reforçam a ideia de que a IA pode e deve ser sim, se adequadamente utilizada, um importante fator para esse impulsionamento dos recursos da fisioterapia e para a construção do raciocínio clínico e do plano de tratamento.
EPISÓDIO 7 - Estimulação elétrica em reabilitação cardíaca
Neste sétimo episódio, o Dr. Rodrigo Plentz, fisioterapeuta e atualmente gestor do Serviço de Fisioterapia da Santa Casa de Porto Alegre, fala sobre a estimulação elétrica em reabilitação cardíaca, e sobre as recomendações da Eletroterapia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como coadjuvante no tratamento de insuficiência cardíaca. O convidado ressalta que pacientes com um elevado nível de citocinas inflamatórias podem se beneficiar da estimulaçao eletrica. Dr Rodrigo nos fala das contra indicações, relacionando o nível e momento da doença com o tipo de tratamento a ser aplicado, além das respostas relacionadas com a frequência cardíaca, insuficiência e outros quadros clínicos. Dr Rodrigo cita um artigo publicado por ele no ano de 2018, que traz informações sobre a ativação do sistema nervoso autônomo com correntes de baixas frequências para ativação direta do sistema nervoso parassimpático, e frequências mais altas para ativar o sistema nervoso simpático. Ao final ele ressalta que o futuro é promissor da eletroterapia do ponto de vista também de remuneraçao do fisioterapeuta em diferentes áreas e especialidades do mercado.
EPISÓDIO 8 - Eletroterapia tem evidência?
Neste episódio, a professora Lígia de Loiola Cisneros foi a convidada. Como sempre deixa claro em suas aulas, a professora reforça primeiramente que "eletroterapia não é choquinho!". E nos aponta a eletroterapia como um recurso valioso que os fisioterapeutas têm nas mãos. Ela nos conta a história desse recurso desde as primeiras descobertas e as primeiras aplicações. Como docente, interessada e defensora da metodologia da pesquisa, ela deixa clara a importância da prática baseada em evidência. E nos fala de alguns números relacionados a metricas da bibliografia cientifica sobre eletroterapia tento como suporte a base de dados Web Of Science. Profa Ligia ainda nos fala nesse episódio sobre a saúde 5.0. Um conceito atual de saúde que insere fortemente a tecnologia e seus recursos como aliados no exercício de diferentes áreas da saúde.
EPISÓDIO 9 - Monitoria no Universo da Eletrotermofototerapia
Nesse episódio, a discente e bolsista do Programa de Monitoria de Graduação, Nádia A Betancourt Rosa, faz um relato pessoal sobre a escolha e trajetória como monitora. E nos conta sobrea importância de ir além da aquisição de uma nova perspectiva do conteúdo na posição de ensinador, com diferentes abordagens e necessidades de conhecimento. Deixa também muito claro que o interesse e a dedicação são fundamentais para um aluno de graduação que deseja seguir pelo caminho das monitorias, quaisquer que sejam as disciplinas desejadas. Nadia nos fala do respeito e estimulo a proatividade dos alunos orientados. Além disso, a professora Lígia cita a importância das diferentes propostas trazidas para a disciplina pelos monitores e como elas contribuem, a cada semestre, com a agregação de conhecimento dentro da abordagem didática, e a fundamental relação horizontal entre monitor e aluno, sem qualquer tipo de hierarquia dentro e fora do ambiente de sala de aula.
EPISÓDIO 10 - Estimulação elétrica em pacientes com lesão medular
Convidado para este episódio, Dr Wagner Lopes. Dr Wagner é especialista em fisioterapia cardiorrespiratória pelo INCOR, fez seu TCC de graduaçao sobre "estimulação elétrica diafragmática em pacientes com lesão do nervo frênico". Atua em ambiente terciário e secundário de atenção a saúde em importantes Serviços da cidade de São Paulo. O profissional conta como a eletroterapia no ambiente da terapia intensiva é de extrema importância no âmbito respiratório, onde o nervo frênico, responsável pela inervação do músculo diafragma, quando com suas origens afetadas, trará ao paciente dificuldades respiratórias, as quais podem ser evitadas ou atenuadas com o uso precoce da eletroestimulação pós eletrodiagnóstico durante a permanência na unidade de terapia intensiva, de forma a auxiliar a musculatura principal e acessória dessa região a recuperar sua função normal mais rapidamente. Outras aplicações dizem respeito à distonia e fraqueza muscular, principalmente na prevenção da atrofia e do desenvolvimento de úlcera por pressão em determinadas regiões. Fora do ambiente hospitalar, Dr Wagner cita o o uso do Connect, um equipamento que reune alguns dispositivos, dentre eles um estimulador neuromuscular, e que pode ser transportado e mantido com o paciente, nos devidos parâmetros e orientações de posicionamento e uso, em que o processo de reabilitação pode ser continuado normalmente no domicílio, em casos mais graves e específicos de lesão medular, e que tem conexão com a internet, possibilitando uma interação em tempo real com o paciente. Dr Wagner nos lembra com um discurso muito humano, sobre questões funcionais que impactam na qualidade de vida e que sao muito importantes na reabilitaçao dos pacientes com lesão medular.
EPISÓDIO 11 - Estimulação elétrica de diafragma
Neste episódio entrevistamos o Prof Rodrigo Marques Tonella sobre estimulação do musculo diafragma. A história do paciente e o diagnóstico é o que irá determinar a aplicação ou não desse tipo de estimulação, e os principais benefícios diretos são a diminuição do tempo de desmame (descontinuação do paciente da ventilação mecânica) e a redução do tempo de internação dentro da unidade de terapia intensiva e hospitalar, fatores que são diretamente afetadas pela ausência de continuidade durante a fase de transição de ambientes do paciente. Dentro de sua didática, o professor busca abordar a eletroterapia durante suas aulas de fisioterapia respiratória, citando a analgesia no pós operatório torácico, e a implementação da avaliação diagnóstica para pacientes em ventilação mecânica para estudo de dosagem na tentativa de redução do tempo de dependência desse tipo de equipamento.


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