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Eletrotermofototerapia-UFMG-2

ESTUDO SOBRE ELETROANALGESIA EM PACIENTES COM DOR EM REPOUSO POR ISQUEMIA CRÍTICA EM MEMBROS INFERIORES

Silva RCT, Gonçalves PEO, Cisneros LL, Anatomical Principles of  the Circulatory System. In: Navarro TP et al. Vascular Diseases for the non specialist. Cham: Springer Nature; 2017. p.24.

O discente Patric E. Oliveira Gonçalves está finalizando seu Trabalho de Conclusão de Curso em que apresentará os resultados de um estudo sobre a eficácia da TENS  em pacientes com doença arterial periférica que apresentam-se com dor em repouso por isquemia crítica nos membros inferiores. Patric bateu um papo com a gente e falou um pouco sobre o processo de elaboração de seu trabalho e também sobre a importância clínica de sua pesquisa, já que os estudos sobre o tema são escassos.

A dor em repouso é uma manifestação da isquemia no membro que prejudica muito a funcionalidade dos pacientes com doença arterial obstrutiva, com grande impacto na qualidade de vida. Na maioria dos casos, o paciente fica restrito ao leito, com baixa qualidade de sono (você pode ler mais sobre a qualidade de sono em pacientes com isquemia profunda aqui), que muitas vezes é possível, somente com a administração de fármacos de alto poder analgésico. Quando eles chegam para o atendimento terciário muitos já apresentam, além da forte dor, lesões de difícil cicatrização. O tratamento indicado é a revascularização, que é um procedimento cirúrgico. A eletronalgesia surge como uma opção terapêutica para ajudar no controle da dor. Para testar essa hipósetes, foi utilizado o delinemeamento do tipo ensaio clínico randomizado, placebo controlado. Toda a coleta foi feita nas enfermarias do Hospital Risoleta Tolentino Neves, em pacientes internados pelo Serviço de Cirurgia Vascular. De forma aleatória, os pacientes foram divididos entre grupo TENS e grupo placebo e receberam 20 minutos de intervenção. Somente um trabalho, publicado 1987 teve o mesmo objetivo. Esse estudo foi realizado por Cuschieri et al. Os autores aplicaram a TENS convencional por 24 horas ininterruptas para o alívio do quadro álgico do paciente. Na intervenção proposta por Patric, o tempo de utilização da corrente foi de 20 minutos, viabilizando seu uso no ambiente hospitalar. Na análise dos resultados, não foi possível confirmar a eficácia terapêutica da TENS nesses pacientes. Mas a discussão dos resultados requer muitas reflexões e, claro, indica a necessidade de novos estudos.

Ao idealizar o estudo, Patric deixa claro que a utilização da TENS é uma intervenção paliativa para melhorar a qualidade de vida do paciente enquanto são tomadas as melhores decisões para a resolução do quadro.
O trabalho, na integra, será divulgado em breve.

Se interessou pelo tema? Dê uma olhada nesse artigo que é referência para doenças vasculares periféricas.

Até breve com uma nova postagem do Blog!
Aguardamos vocês!

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