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Eletrotermofototerapia-UFMG-2

PALESTRA DE LASERTERAPIA É MINISTRADA PARA ALUNOS DE FISIOTERAPIA DA UFMG



No dia 29/06/2017, na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG - EEFFTO - foi ministrada uma palestra pelo Mestrando do Programa de Pós-graduação de Ciências do Esporte no Dpto. de Esportes e estagiário em docência pelo Dpto. de Fisioterapia, Matheus Milanez dos Reis. A palestra foi apresenta à turma do 3º período de Fisioterapia na disciplina de Recursos I (Recursos eletrotermoterápicos). Na ocasião foi abordado o tema do uso do laser na fisioterapia com enfoque em suas fundamentações teóricas, científicas e usabilidade na prática clínica. 

Matheus, com ampla experiência em Fisioterapia esportiva, atuando como fisioterapeuta nas olimpíadas do Rio 2016 tanto com a equipe olímpica, como na paralímpica. Falou para a turma sobre aspectos e inovações nessa área que ainda é pouco difundida devido à um número reduzido de ofertas de capacitação para o uso da mesma. 

Em um bate papo com Matheus, ele falou sobre o motivo para a laserterapia ainda ser um recurso tão ausente na clínica. Matheus acredita em uma expansão da laserterapia na prática. Segundo ele, um dos principais fatores para o pouco uso e conhecimento desse recurso se dá pela falta desse conteúdo nas grades curriculares dos cursos de fisioterapia. Ele acredita que o custo elevado do equipamento e da caneta, dificultam a presença do mesmo nos laboratórios de prática na graduação. Para Matheus, o meio de reverter esse cenário seria investir na divulgação da laserterapia para os alunos ainda na graduação.

Mas e aí? Como funciona o laser? 


O laser estimula a cicatrização de tecidos moles ao excitar a ação e proliferação de fibroblastos, aumentando a velocidade da deposição de fibras de colágeno na estrutura que está sendo tratada. Cada cor do feixe, estimula um tipo de processo celular diferente na lesão, sendo a cor definida pelo material reagente, que geralmente são gases nobres. 

Dentre os efeitos do laser terapêuticos, estão: a produção de colágeno, como citado acima, a proliferação celular e a modulação da ação inflamatória através da inibição da COX-2 uma molécula pró-inflamatória, sendo o mais utilizado na prática clínica, o laser de baixa frequência usando o reagente He-Ne (hélio-neônio) e o GaAs (arseneto de gálio) a uma intensidade de 4J/cm².

Um estudo realizado com cicatrização de feridas induzidas em ratos, mostrou a eficácia do laser na cicatrização devido ao menor dando secundário causado pela inflamação local e o aumento de deposição de colágeno tipo III no tecido lesado após o 3º dia de tratamento. Esse estudo pode ser lido na integra aqui!

A prática clínica mostra que o feixe de laser vermelho associado ao uso de ultrassom terapêutico é o mais indicado para uso em processos em fase aguda, podendo acelerar a cicatrização do tecido em até 30%. Ainda não foi comprovado ou identificado os mecanismo de ação dessa terapia, carecendo de mais estudos sobre o processo. 

Ao aplicar o laser com fins terapêuticos é necessário conhecer as suas contraindicações que são listadas abaixo:

  • Aplicação na região ocular, devido à fotossensibilidade das células da retina o que poderia levar a queimaduras;
  • Células tumorais, como carcinoma;
  • Irradiação direta sobre o útero em gestantes;
  • Áreas hemorrágicas devido á inibição de COX-2, que atua no controle de hemorragias através da cascata de coagulação;
  • Pacientes que possuam algum déficit cognitivo que o impeça de dar feedback sobre o tratamento.

Gostou do tema? Que tal ler mais, aqui tem um artigo que fala dos efeitos biológicos da laserterapia no processo de reparação de tecidos conectivos. 

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